sexta-feira, 29 de junho de 2012

Aparências, nada mais!


*Amauri Gomes

Todas as coisas, em política, têm dois aspectos: a maneira dos que procuram colocar cabelo em osso (contra argumentos, não há fatos), tendo duas caras completamente opostas, e aqueles que se mantêm leais ao seu grupo e correligionários.

Assim, muitas vezes seguimos pessoas, grupos e partidos. Mas de repente, sem a mínima consideração e aviso, somos levados a tomar outros rumos. Isso porque o que nos parecia verdade, oposição, mudança, grupo forte, “puripoliticanos” (grupo puro), não passa de um ensaio, uma condição cômoda para galgar coligação e ascendência, visando o poder e suas benesses.

Em política, funciona assim: “Vamos resistir até a última hora”, como apelação a um acordo e SOS ao barquinho que está soçobrando, sem praia à vista, sem norte, sem farol, sem acordo, sem GPS. Tempos modernos, amigos! Dias de acordo!

Sou totalmente a favor de acordos, desde que isso não subestime a capacidade de interpretação quanto aos verdadeiros interesses deste acordo. O povo não é bobo! Essa história de “juntos e misturados” pode ser uma arena da qual seremos vistos por todos, inclusive os nossos seguidores, de um salto, terão a possibilidade de enxergar e separar o joio do trigo, o sujo do mal lavado, o isopor da pipoca.

Pensando exatamente como estou pensando, cá com meus botões, o que parecia união está disforme; o que parecia forte, é fraco; o que parecia saber, é ignorante; o que parecia nobre, é ignóbil; o que parecia inimigo, é amigo; o que tinha cara de oposição, é situação; o que era nocivo, agora é salutar. Em suma, política e bomba só fazem efeito quando pipocam!!!!!!!

Acordo é algo normal nos malabarismos dos interesses público, partidário e particular. Quem milita nas fileiras áridas da inocência, tem a devida noção de que entre uma e outra martelada do relógio, tudo muda, e pouco do que foi dito, escrito e navegou entre internautas, não tem valor real.

Acordo relax

O menino e o pato

Certa feita, um menino bem pequeno e inexperiente estava perdido numa ilha parecida com a de Barleus. Sem rumo, sem lenço, sem documento, aflito e querendo colo. Parou junto à praia e indeciso perguntou a um patinho que estava a banhar-se nas águas da ilha:

- Patinho, qual é o caminho?

Percebendo tamanha indecisão e medo, o Patinho responde a pergunta fazendo outra:

- Para onde você vai?

O menino da ilha, por sua vez, diz:

- Não sei.

Pato, que é bicho danado e sabe tudo, respondeu:

- Menino, se você não sabe para onde vai, qualquer caminho serve.

“O destino demonstra o seu poder onde o valor não existe.” (Maquiavel)

Aos amigos do acordo, meu respeito, estima e protesto por um dia, num barco soçobrando, acreditarem que tinham a âncora da mudança.

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